quarta-feira, 8 de abril de 2009

Uma ONG irmã

Amigos da Patrulha, não sei se sabem que, desde fevereiro deste ano, moro em Uberlândia - capital do Triângulo Mineiro. Pois é, estou aqui.

Hoje, fui pautado (ah, estou no jornal Correio de Uberlândia) para fazer matéria sobre o trabalho da ONG Prohumanos. Lembrei, lógico, de vocês. Por isso, coloco aqui o link do grupo http://www.prohumanos.blogspot.com/, para perceberem que em todo o Estado estamos repletos de boas, lindas e edificantes iniciativas.

Na foto, o fundador da Prohumanos, Eslon Bueno (Zilão).

Abraço,

Pablo Pacheco

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Tirando as Teias X Parceria com a Iveco

Gente, precisamos tirar as teias daqui, principalmente porque temos coisa boa pra falar.

E já vou direto ao assunto: conseguimos um apoio maravilhoso da Iveco Latin America, ou seja, estamos motorizados. Com nosso Clown-Móvel poderemos visitar várias cidades da região, coisa que antes não era nada fácil, e inclusive já tivemos (infelizmente) que recusar alguns convites por falta de recursos. Mas agora isso vai mudar - já mudou.

O Dr. Strepto Purga foi o responsável pela arte do possante, que ficou a nosa cara:




s


Então é isso. Só pra tirar as teias mesmo e dar a notícia - porque eu não estava me segurando mais!

Beijo de esquimó,


Dra. Pitica Mix

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Um novo Jão BUjão!

Amigos Patrulheiros,

É com grande alegria que escrevo essas palavras.... Estavam contidas e receosas, mas enfim poderei dizê-las....

SER UM JÃO BUJÃO É FANTÁSTICO! Agora, mais do nunca, sou um "novo" Jão Bujão. De cara nova e de espírito renovado.


Desde que entrei na Patrulha, participei de alguns cursos, com pessoas maravilhosas, que foram me lapidando e tornando o Jão Bujão que hoje é. Não estou aqui para me auto vangloriar, nem tão pouco, buscar a afirmação. Estou aqui, para demostrar todo o meu carinho por fazer parte dessa equipe de Patrulheiros, na qual faço parte.



Leonardo, Érica e Stelinha, sabem bem, quebro paradigmas a cada instante, debaixo do meu nariz, e agora mais do nunca, sem o tão famoso nariz. Aquele que me lançou no reino da besteirologia. Digo a todos: Não tenham medo de arriscar, aproveitem a cada momento, cada curso, cada palavra, a gente aprende tanto sendo um bom ouvinte e um ser aberto ao novo, ao inesperado.


Como é bom meus amigos, atuar sem a menor máscara do mundo. A experiência é fantástica. Me sinto livre, aberto, sem a pressão de ter que ganhar um sorriso ou uma gargalhada. Ser palhaço é presença de espírito, de olhar, de sentimento. Como foi bom poder divertir as crianças e despedir do olhar com suavidade, como uma bolinha de sabão, tão frágil e tão cheia de significados. A minha nova "pele", caiu muito bem, sinto-me forte, sagaz, capaz de espalhar a alegria seja a quem for, seja essa "pele" pintada ou cheia de algodão.


Amigos, quero que saibam, que tenho muito orgulho em ser amigo de vocês e por fazer parte dessa trupe tão cheia de encantos.....

Um grande abraço a todos

Jão Bujão

quarta-feira, 30 de julho de 2008

OR-GU-LHO

ORGULHO GRANDE DE FAZER PARTE DISSO...

Dra. Porpeta Puff, Dr. Miojo Sam, Dr. Tom Path, Dr. Jão Bujão, Dra. Vick Vaporuba, Dra. Pitica Mix, Dr. Pachequinho 220 e Dr. Strepto Purga. Ou seus respectivos traseiros e o belíssimo perfil do Dr. Strepto.

"O clown é a poesia em ação."
Henry Miller

E para quem tiver tempo e vontade, encontrei um texto bacana sobre as origens do CLOWN. Foi de lá também que tirei a citação acima, de Henry Miller. Deixo para vocês os últimos parágrafos, que é para aguçar a curiosidade, mas vale a pena ler o texto completo, que está aqui: http://www.grupotempo.com.br/tex_burnier.html

"O clown é a exposição do ridículo e das fraquezas de cada um. Logo, ele é um tipo pessoal e único. (...) O clown não representa, ele é - o que faz lembrar os bobos e os bufões da Idade Média. Não se trata de um personagem, ou seja, uma entidade externa a nós, mas da ampliação e dilatação dos aspectos ingênuos, puros e humanos (como nos clods), portanto "estúpidos", de nosso próprio ser. François Fratellini, membro de tradicional família de clowns europeus, dizia: "No teatro os comediantes fazem de conta. Nós, os clowns, fazemos as coisas de verdade."
O trabalho de criação de um clown é extremamente doloroso, pois confronta o artista consigo mesmo, colocando à mostra os recantos escondidos de sua pessoa; vem daí seu caráter profundamente humano. "

Beijinhos,

Dra. Pitica Mix

sábado, 28 de junho de 2008

Esquadrão de Palhaços



Miojo, Tom, Porpeta (em pé)
Pitica e Sara Cutículas (parecendo duas funkeiras rsrsrs)



Hoje, por surpresa (e que delícia de surpresa) houve um encontrão no Hospital. Dr. Tom Patch e Dr. Miojo Sam apareceram de surpresa, enquanto Dra. Porpeta Puff, Dra. Sara Cutículas e Dra. Pitica Mix já estavam se arrumando para iniciar as visitas. Ô trem bão, sô! Das 9h às 13h, tiramos o sossego de muita gente e confesso, fiquei super feliz de termos arrancado uma gargalhada gostosa e estridente de uma menina na hemodiálise.

Valeu demais, doutores.


- Segue abaixo um textinho que montei com informações desse site aqui, sobre os benefícios do bom humor para o organismo. Pra quem quiser ficar por dentro, vale a pena ir até o fim.


Um ótimo fim de semana!

Bjinhos...

Dra. Pitica Mix


"Esquadrões de palhaços têm invadido os pavilhões de hospitais em todo o mundo, inclusive no Brasil, para ajudar no tratamento de doenças, principalmente de crianças. Essa experiência foi levada às telas pelo ator Robin Willians, que interpretou o papel do Dr. Hunter Adams, no filme Patch Adams, o amor é contagioso. A história é baseada em fatos reais e fala do dilema de um médico que resolve contestar os ensinamentos dos professores da escola e utiliza fortes doses de humor para auxiliar no tratamento de seus pacientes, preocupando-se tanto com a pessoa quanto com a doença. O personagem mistura as figuras de médico e de palhaço.

Na vida real, a história desse médico inspirou uma série de trabalhos voltados para a terapia do riso. Segundo a teoria de Adams, a frieza no relacionamento médico-paciente tende a piorar e prolongar a doença. Ao contrário, o riso e o humor melhoram o prognóstico e diminuem o tempo de internação.

Dentro do sistema fisiológico, o efeito do riso poder ser associado a um estímulo do corpo e um relaxamento posterior que proporciona uma sensação de gozo e alegria.

As emoções positivas inibem a produção de dois hormônios que, em excesso, são extremamente danosos à saúde – o estradiol e a adrenalina. Essas substâncias baixam as guardas das defesas do organismo, propiciando o aparecimento de infecções e dificultando o tratamento de uma série de doenças, inclusive a recuperação de infartos. Em grandes quantidades, elas também elevam a pressão arterial, facilitando a manifestação de problemas cardiovasculares.

A negatividade, por sua vez, justamente por estimular a produção de estradiol e adrenalina, tem o impacto de uma bomba atômica sobre o organismo. A liberação dessas substâncias com freqüência provoca queda na imunidade. Isso acontece porque a descarga desses elementos no organismo ocasiona uma diminuição na produção de glóbulos brancos, responsáveis pela defesa de nossas células.

No tratamento de doenças como câncer e aids, a terapia do riso assume uma função psicológica e anestésica frente à dor e tem efeito imunológico comprovado. No caso de pacientes com tumores, por exemplo, o riso e o bom humor podem aumentar a produção de "células assassinas" naturais que combatem os vírus e os tumores. O cardiologista pediátrico Edmundo Clarindo Oliveira utiliza o sorriso das crianças como termômetro para medir a evolução do quadro em que elas se encontram. Se, depois de uma cirurgia, por exemplo, a criança consegue reagir com sorriso quando tem seu humor estimulado, é sinal de que a coisa vai bem. "Se ela não sorri, ficamos preocupados porque isso pode ser sintoma de algum tipo de rejeição", alerta. O ambiente alegre dentro do hospital e do consultório pode diminuir o tempo de internação e aumentar o bem-estar do paciente.

"A alegria dilata e aquece o organismo", diziam os médicos do século XVI. 'Já a tristeza contrai e esfria o corpo. ""



EDITADO: Gente, encontrei na web o filme Clown’in Kabul, sobre uma expedição do Patch Adams e sua trupe de clowns no Afeganistão. Não sei se vocês já viram, se não, vale a pena demais (ainda estou na primeira parte mas tive que vir aqui repassar pra vocês). A primeira parte do filme está nesse link: http://br.youtube.com/watch?v=olFbPClkufU, e as outras vocês conseguem pelo mesmo endereço.

terça-feira, 3 de junho de 2008

Atuação Tripla... (Publicitários, Loucos e Besteirologistas)

E ae moçada!!!!!!!!!





Estou de volta...... e dessa vez em atuação tripla...





Neste sábado, como já dizia o senhor Girafales, pela ordem...rs.... Michelle, Breno e Eu..... rs... Dra Pitica Mix, Strept Purga e Jão Bujão (respectvamente)...os burro atrás...rs...kkkkkkkkk


O Dia estava lindo e manhã também, a visita então, foi muito bom.... A Michelle decidiu retornar e a partir de agora estar mais ativa na Patrulha, e por isso é um motivo muito especial, ver patrulheiros longe, retornarem....


A manhã correu tudo maravilhosamente bem, eu como sempre andei assustando algumas crianças, não sei porque. Eu chego de mansinho e tudo, as vezes só olho pra criança, e ela começa a chorar, tô achando que deve ser a maquiagem que mudei......rs... tô muito feio....rs......


O Fato mais interessante foi quando demos uma "volta" fomos perto da cantina, no almoxarifado, e tinha uma moça igual um chaveirinho, toda de rosa, e como eu perdi meu chaveiro da Pantera-cor-de-rosa, odos nós ligamos a moça ao chaveiro supostamente perdido..... foi muito engraçado mesmo!!!!!



Valew Pitica e Strepto.... que possamos nos reecontrar mais vezes....

Grande abraço

Dr. Jão Bujão (vulgo Julinei)

segunda-feira, 26 de maio de 2008


Doutores da Alegria
Fonte: www.doutoresdaalegria.com.br | 3.9.2002 | 14h34Em 1986, o ator Michael Christensen, diretor dos clowns do Big Apple Circus de Nova Iorque, foi convidado a fazer uma apresentação voluntária para celebrar o Dia do Coração, uma confraternização entre médicos e antigos pacientes de cardiologia pediátrica. Michael optou por satirizar as rotinas médicas e hospitalares, realizando, entre outras coisas, um transplante de nariz vermelho e uma transfusão de milk shake.

A reação do público foi tão positiva que Michael pediu para visitar as crianças internadas que não puderam participar do evento, e apresentou-se como o "novo médico" do hospital, visitando um dos quatro andares da pediatria. Mais do que positivo, o resultado foi surpreendente: crianças que se encontravam deprimidas e apáticas participavam ativamente dos jogos propostos pelo "médico de mentirinha"; foram abertos novos canais de comunicação, possibilitando aos jovens pacientes uma maneira totalmente nova de encarar a rotina hospitalar; e as imagens traumáticas foram substituídas por procedimentos alegres e engraçados.

Após uma segunda visita do artista, o Hospital conseguiu uma doação da Fundação Altman no valor de U$ 10.000,00, que garantia a continuidade temporária das visitas do "clown doctor". E o que ninguém esperava aconteceu: o trabalho nunca mais parou.

Com a metodologia de ação específica, o trabalho foi ganhando a simpatia e o respeito dos pais e profissionais da classe médica e foi se estendendo às áreas de acesso restrito ao grande público (U.T.I´s, isolamento máximo e outras). E assim, com o apoio do Big Apple Circus, uma das maiores organizações culturais sem fins lucrativos de Nova Iorque, nasce a Clown Care Unit, que conta hoje com cinquenta artistas de primeira linha, especialmente treinados para levar alegria às crianças internadas em 10 dos mais importantes Hospitais de Nova Iorque, Washington, Boston e Seattle.

Contagiados por essa alegria, 3 artistas do grupo fundaram "programas-irmãos" no Brasil, França e Alemanha.


Nascem os Doutores da Alegria


Em 1991, após 9 anos de trabalho como ator em Nova Iorque, Wellington Nogueira retorna ao Brasil com o sonho de fundar aqui os Doutores da Alegria.


E realmente parecia somente um sonho. Seria preciso criar toda uma infra-estrutura, contratar e treinar atores e obter apoio financeiro. Sem contar com o fato de que colocar um palhaço num hospital brasileiro era algo completamente novo.

Foi nessa hora que Wellington, transformado em Dr. Zinho, usou um tratamento infalível contra o desânimo: doses cavalares de bom-humor, algumas injeções de ânimo e persistência para esperar os resultados. Os primeiro exames revelaram uma súbita melhora: pessoas certas foram sendo colocadas nos lugares certos, nas horas certas.

Em maio daquele ano, o Hospital e Maternidade Nossa Senhora de Lourdes, passando por um intenso processo de reformulação e modernização dos conceitos de qualidade no atendimento aos seus pacientes, comprometeu-se com a causa da humanização hospitalar, acompanhando uma tendência amplamente disseminada entre hospitais americanos e europeus, e percebendo que um paciente feliz tem predisposição maior para a cura.

Assim, em setembro de 1991, numa iniciativa pioneira do Hospital e Maternidade Nossa Senhora de Lourdes, em parceria com Wellington Nogueira, teve início o programa brasileiro, batizado com o nome de Doutores da Alegria, oficialmente afiliado à Clown Care Unit do Big Apple Circus. E o trabalho não parou mais de crescer.

Os primeiros passos

Em princípio em caráter experimental, contando apenas com um "besteirologista", o Dr. Zinho (Wellington Nogueira), o projeto logo conquistou a admiração e o respeito de todos, em especial as crianças.

O próximo passo, após três meses de experimentação, foi então montar o projeto em si, com as devidas características que o diferenciavam de um simples entretenimento, segundo o bem sucedido modelo americano, formando um casal de artistas para, duas vezes por semana, quatro horas por dia, visitar as crianças leito a leito, inclusive na U.T.I e na Unidade de Cirurgia Ambulatorial.

Começou, então, a busca pela artista ideal: uma atriz profissional muito boa, com grande sensibilidade e sólida formação na área de Teatro Clown. Não foi fácil, mas depois de entrevistar e testar várias candidatas, encontramos a "Dra. Emily" (a atriz Vera Abbud), primeira "besteirologista" treinada no Brasil, que se revelou um verdadeiro achado. Com o trabalho em dupla, o programa passou a existir de verdade, segundo os padrões do seu irmão americano.

A potencialização foi, então, quase que imediata, resultando em produtividade e aceitação ainda maiores: em pouco tempo, médicos e enfermeiras passaram a solicitar nosso trabalho, e a cooperação foi ficando cada vez mais gratificante; os corredores do hospital pareciam ter mais cor, mais elementos de surpresa, mais vida.

"Esse foi o primeiro sorriso do meu filho nos últimos dias"
Mãe de um jovem paciente